Saturday, February 21, 2015

Quaresma, tempo propício de reflexão profunda e arrependimento

por Rev. José Magalhães Furtado

 “E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome, Então  o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.Jesus, porém,respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Mateus 4:3 

Após a Epifania e a denominada quarta feira de cinzas,inicia-se os quarenta dias da Quaresma, que tem a seguir o Domingo de Ramos e a Páscoa que significou a saida do povo de Israel do Egito e para nós sobretudo a ressurreição de Jesus. A Bíblia está repleta de datas significativas em torno do número 40: Período em que o Dilúvio esteve sobre a terra no tempo de Noé. Espaço de tempo que Moisés passou no Monte Sinai para receber os Mandamentos de Deus. Ciclo em que o povo de Israel passou peregrinando no deserto em busca da “Terra Prometida”. Época em que Jesus passou no deserto em tentação, jejum e oração, preparando-se para a tarefa redentora que lhe cabia realizar. 

Nesses tempos de peregrinação, reflexão profunda e arrependimento,seremos tentados, tal qual foi Jesus após o seu batismo no Jordão . Por que das tentações,da necessidade de quebrantamento e arrependimento? Inicialmente porque nós somos pó, limitados, pecadores, que a exemplo do apóstolo dos gentios também poderemos declarar:”Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço”( Rm 7.19). 

A mudança necessária não se fará pela nossa força, mas no poder do Espirito Santo, que quer habitar em nós e nos levar a outros patamares de convivencia. Esse mundo que jaz no maligno, é rico em oportunidades, para que homens e mulheres, abram mão de executar o projeto de Deus em Jesus, na recuperação do que se perdeu, e possam aderir ao caminho largo que conduz à perdição. Nesse sentido a “Quaresma” oferece tempo hábil para a rejeição da escolha que paralela ao caminho da salvação, escraviza homens e mulheres e os conduz para longe do propósito de Deus. 

Acabamos de ser oprimidos pelo Carnaval, e toda a contracultura imposta pela massiva comunicação da mídia,suporte do capital financeiro e por um estilo de vida calcado na sensualidade desenfreada,exacerbação do pecado e valorização da droga por meio de uma sociedade perdida em si mesma. 

É tempo de lutar por modificar esse estado de coisas que prejudica ao povo brasileiro, muito mais do que o movimento da economia do lazer possa sugerir. Somos chamados a fazermos o nosso exercicio de contestação desses valores impostos pela sociedade de consumo, e pelos poderes das trevas transvestido de modernidade; é tempo de contestarmos o legado das trevas, iluminando o mundo com o poder do evangelho, tal qual os doze e os setenta a seguir, tomaram para si o desafio de inundar o mundo com a “Palavra do Senhor”, e ao final do primeiro século, todo o mundo conhecido da época, já tinha ouvido falar do Salvador (At 5.28;At 17.6).

Precisamos transtornar o mundo com a “Palavra do Senhor” como paradigma, ainda que isso pareça fora de moda ou desatualização. A Quaresma nos recorda que é preciso refletir, arrepender-se e por a mão no arado, para a maior conversão de vidas que se tenha notícia na história.

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